domingo, 2 de fevereiro de 2014

Como é a Direita (política)

Como é a Direita (política)

  • No espectro político, a direita descreve uma visão ou posição específica que aceita a hierarquia social ou desigualdade social como inevitável, natural, normal ou desejável. Esta postura política geralmente justifica esta posição com base no direito natural e na tradição.
O termo "direita" tem sido usado para se referir a diferentes posições políticas ao longo da história. Os termos "política de direita" e "política de esquerda" foram cunhados durante a Revolução Francesa (1789–99), e referiam-se ao lugar onde políticos se sentavam no parlamento francês; os que estavam sentados à direita da cadeira do presidente parlamentar foram amplamente favoráveis ao antigo regime, o Ancien Régime.
  • A original Direita na França foi formada como uma reação contra a Esquerda e era composta por políticos que defendiam a hierarquia, a tradição e o clericalismo. A utilização da expressão la droite (a direita) tornou-se proeminente na França após a restauração da monarquia em 1815, quando a la droite foi aplicada para descrever a ultra monarquia. Em países de língua inglesa, o termo não foi utilizado até o século XX, quando passou a descrever discretamente a posição que políticos e ideólogos defendiam no plano de governo que apresentavam.
História:

Os termos "esquerda" e "direita" apareceram durante a Revolução Francesa de 1789, quando os membros da Assembleia Nacional dividiam-se em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda. Um deputado, o Barão de Gauville explicou:
"Nós começamos a reconhecer uns aos outros: aqueles que eram leais a religião e ao rei, ficaram sentados à direita, de modo a evitar os gritos, os juramentos e indecências que tinham rédea livre no lado oposto."
No entanto, a direita se pôs contra a disposição dos assentos, porque acreditavam que os deputados devessem apoiar interesses particulares ou gerais, mas não formar facções ou partidos políticos. A imprensa contemporânea, ocasionalmente, usa os termos "esquerda" e "direita" para se referir a lados opostos ou que se opõe. Ao longo do século XIX na França, a principal linha divisória de Esquerda e Direita foi entre partidários da República e partidários da Monarquia.

Posições:
  • O conceito de direita "varia entre sociedades, épocas históricas, sistemas políticos e ideologias". De acordo com o The Concise Oxford Dictionary of Politics, nas democracias liberais, a direita política se opõe ao socialismo e à social-democracia. Os partidos de direita incluem conservadores, democratas-cristãos, liberais e nacionalistas, e os da extrema direita incluem nacional-socialistas e fascistas.
Houve críticas consideráveis sobre a redução da política em um simples eixo esquerda-direita. Friedrich Hayek sugere que é errado ver o espectro político como uma linha, com os socialistas à esquerda, os conservadores à direita e os liberais no meio. Ele posiciona cada grupo, no canto de um triângulo.
Eatwell e O'Sullivan dividem a Direita em cinco tipos: 'reacionária', 'moderada', 'radical', 'extrema', e 'nova'. Cada um destes "estilos de pensamento" são vistos como "respostas para a esquerda", incluindo tanto o liberalismo e o socialismo, que surgiram desde a Revolução Francesa de 1789
  • A "direita reacionária" olha para o passado e é "aristocrática, religiosa e autoritária".
  • A "direita moderada" é tipificada pelos escritos de Edmund Burke. É tolerante a mudança, desde que seja gradual e aceita alguns aspectos do liberalismo, incluindo o Estado de direito e o capitalismo, embora veja o radical laissez-faire e o individualismo como muito prejudiciais para a sociedade. Muitas vezes, promove políticas de assistência social e nacionalismo.
  • A "direita radical" é um termo desenvolvido depois da Segunda Guerra Mundial para descrever grupos tão diferentes como macarthismo, a John Birch Society, o Republikaner Parte na Alemanha Ocidental e assim por diante. Eatwell salienta que esse uso tem "grandes problemas tipológicos" e que o termo "também tem sido aplicado à evoluções claramente democráticas", incluindo o populismo de direita e vários outros subtipos.
  • A "extrema-direita" tem quatro características de acordo com Roger Eatwell: "1) anti-democracia, 2) o nacionalismo, 3) o racismo; 4) o estado forte". Ele acrescenta que a violência agora não é mais uma característica.
  • A "nova direita" consiste dos conservadores liberais, que enfatizam um governo pequeno, mercados livres e a iniciativa individual.
O cientista político francês René Rémond propôs (em Les Droites en France), sobretudo a pensar no seu país, uma classificação tripartida:
  • Direita legitimista: monárquica, tradicionalista, clerical, pró-Antigo Regime
  • Direita orleanista: liberal e parlamentar (durante muito tempo desconfiada do sufrágio universal)
  • Direita bonapartista: populista e nacionalista, com atração por líderes carismáticos e hostil ao parlamentarismo e ao "jogo dos partidos"
Jaime Nogueira Pinto sugere uma divisão entre "direita conservadora" e "direita revolucionária": a primeira (exemplos: o conservadorismo anglo-saxônico, a democracia-cristã europeia, grande parte das antigas ditaduras militares sul-americanas) defende que a preservação de valores intemporais (fruto da revelação religiosa ou da consagração pela história) e dos equilíbrios sociais contra a ideia de ser possível criar uma sociedade melhor a partir de projetos teóricos e racionalistas; já a segunda (exemplos: bonapartismo, boulangismo, fascismo, peronismo, nasserismo) orienta-se por projetos de transformação social (ainda que distinto dos da esquerda), frequentemente de conteúdo nacionalista, interclassista e caudilhista.
  • Outros autores fazem uma distinção entre a centro-direita e a extrema-direita. Partidos da centro-direita em geral apoiam a democracia liberal, o capitalismo, a economia de mercado (embora possam aceitar a regulamentação do governo para controlar monopólios), os direitos a propriedade privada e um estado de bem-estar público limitado (por exemplo, o fornecimento pelo governo de educação e assistência médica). Eles apoiam o conservadorismo e o liberalismo econômico e opõem-se ao socialismo e ao comunismo. O termo extrema-direita, pelo contrário, é usado para descrever aqueles que são a favor de um governo absolutista, que usa o poder do Estado para apoiar um grupo étnico ou religião dominante e assim criminalizar outras etnias ou religiões. Exemplos típicos de líderes a quem o rótulo extrema-direita é freqüentemente aplicado são Francisco Franco na Espanha e Augusto Pinochet no Chile.
A respeito da diversidade de posições consideradas de direita, o conservador norte-americano Thomas Sowell considera que:
"Aquilo a que se chama Direita são simplesmente os vários e distintos oponentes da Esquerda. Esses oponentes da Esquerda podem não partilhar nenhum principio especifico, muito menos um programa comum, e podem ir desde libertários defensores do mercado livre até defensores da monarquia, da teocracia, da ditadura militar ou outros inumeráveis princípios, sistemas ou agendas".
Economia?
  • Na França, após a Revolução Francesa, a Direita lutou contra o crescente poder dos que enriqueceram através do comércio e procurou preservar os direitos da nobreza hereditária. Eles estavam desconfortáveis com o capitalismo, com o Iluminismo, com o individualismo e com o industrialismo e lutou para manter as hierarquias sociais e instituições tradicionais.
No século XIX, a Direita mudou e passou a apoiar o novo-rico em alguns países europeus, especialmente na Inglaterra em vez de favorecer a nobreza em detrimento dos industriais e favoreceu os capitalistas sobre a classe operária. Outras correntes de direita no continente, como Carlismo na Espanha e movimentos nacionalistas na França, Alemanha e Rússia, mantiveram-se hostis ao capitalismo e ao industrialismo. Há ainda alguns movimentos de direita hoje, nomeadamente o francês Nouvelle Droite ("nova direita"), Casa Pound, e americanos paleoconservadores, que muitas vezes se opõe à ética capitalista e aos efeitos que têm na sociedade como um todo, o que eles vêem como infringidor ou causador da decadência das tradições sociais ou hierarquias que vêem como essencial para a ordem social.
"Nova Direita" é um termo criado pela esquerda francesa  e usado em vários países para descrever políticas ou grupos de direita. Também tem sido usado para classificar partidos políticos surgidos na Europa Oriental após o colapso da União Soviética e dos regimes comunistas de inspiração soviética.
Alt-right ("direita alternativa") é uma linha de pensamento que surge como uma alternativa ao atual modelo conservador estadounidense. Milo Yiannopoulos, apontado como como um dos representantes desta corrente, afirma que alguns "jovens rebeldes" são atraídos para a direita não por razões profundamente políticas, mas "porque isto promete diversão, transgressão e desafio às normas sociais."
  • Nos tempos modernos, o termo "direita" é por vezes utilizado para descrever capitalismo laissez-faire, embora isso não seja uma definição precisa. Na Europa, os capitalistas formaram alianças com a direita durante seus conflitos com os trabalhadores após 1848. Na França, o apoio da direita ao capitalismo pode ser rastreado no final do século XIX.A chamada direita neoliberal, popularizada por Ronald Reagan e Margaret Thatcher, combina o suporte ao mercado livre, a privatização e a desregulamentação com apoio da direita tradicional para a conformidade social. Liberalistas de direita suportam uma economia descentralizada baseada em liberdade econômica, e afirmam que os direito à propriedade, ao mercado livre e ao livre comércio como as formas mais importantes de liberdade. Russell Kirk acreditava que a liberdade e o direito a propriedade eram interligados. Anthony Gregory escreveu que o liberalismo de direita, "pode se referir a qualquer número de variáveis e, por vezes, as orientações políticas que se excluem mutuamente." Ele sustenta que a questão não é ser de direita ou de esquerda, mas "se uma pessoa vê o Estado como um grande perigo ou apenas outra instituição a ser reformada e dirigida para um objetivo político." Os conservadores autoritários e os do extrema direita têm apoiado fascismo e o corporativismo.
Nacionalismo:
  • Na França, o nacionalismo foi originalmente uma ideologia republicana e de esquerda  Depois do período de boulangismo e do Caso Dreyfus o nacionalismo tornou-se uma característica da ala-direita. Nacionalistas de direita procuraram definir e defender a "verdadeira" identidade nacional a partir de elementos que consideraram ter corrompido essa identidade. Alguns eram nacionalistas étnicos o que, de acordo com o darwinismo social, aplicavam o conceito de "Sobrevivência do mais apto" para nações e raças. O nacionalismo de direita foi influenciado pelo nacionalismo romântico, em que o Estado deriva sua legitimidade política da unidade orgânica daqueles que governa. Isto inclui, geralmente, a língua, a raça, a cultura, a religião e os costumes da "nação", as quais "nasceram" dentro de sua cultura. Articulado com o nacionalismo de direita, está o conservadorismo cultural, que apoia a preservação do patrimônio de uma nação ou cultura e muitas vezes vê desvios de normas culturais como uma ameaça existencial.
Direito natural e tradicionalismo:
  • Política de direita, geralmente justifica uma sociedade hierárquica, com base na lei da natureza ou tradições.
O tradicionalismo foi defendido por um grupo de professores universitários dos EUA (chamados de "Novos conservadores" pela imprensa popular) que rejeitaram os conceitos de individualismo, liberalismo, modernidade, progresso social e procuravam ao invés disso promover o que eles identificavam como renovação cultural e educacional além de um interesse reavivado ao que T. S. Eliot referia-se como "coisas permanentes" (conceitos percebidos pelos tradicionalistas como verdades que perduram de geração em geração ao lado de instituições básicas da sociedade ocidental, como a igreja, a família, o Estado e a vida da comunidade).
  • O termo "valores familiares" tem sido usado como um chavão por partidos de direita, como o Partido Republicano nos Estados Unidos, o Family First Party na Austrália, o Partido Conservador no Reino Unido e o Bharatiya Janata Party na Índia para descrever o apoio às famílias tradicionais e oposição às mudanças do mundo moderno na forma de como as famílias vivem. Partidários de direita de "valores da família" podem opor-se ao aborto, a eutanásia, a homossexualidade e ao adultério.
Populismo:

O populismo de direita é uma combinação de etno-nacionalismo com o antielitismo, usando uma retórica populista para fornecer uma crítica radical das instituições políticas existentes. De acordo com Margaret Canovan, um populista de direita é:
"... um líder carismático, usando a tática do populismo dos políticos para ir além dos políticos e da elite intelectual e apelar para os sentimentos reacionários da população, muitas vezes usando de sua pretensão de falar para as pessoas através de referendos."
Na Europa, o populismo de direita, muitas vezes toma a forma de desconfiança em relação à União Europeia, e dos políticos em geral, combinado com uma retórica anti-imigrante e uma chamada para um retorno aos valores tradicionais, nacionais.

Religião:
  • O apoio de um governo para uma religião estabelecida era associado ao original conceito francês de "direita". Joseph de Maistre argumentou a autoridade indireta dos Papas sobre questões temporais. De acordo com Maistre, apenas os governos fundados sobre a constituição cristã, implícita nos costumes e instituições de todas as sociedades europeias, mas sobretudo em monarquias católicas europeias poderiam evitar a desordem e o derramamento de sangue que se seguiu da implementação de programas políticos racionalistas , como na Revolução Francesa. A Igreja da Inglaterra foi criada por Henrique VIII. Alguns clérigos têm cadeiras na Câmara dos Lordes, mas são considerados politicamente neutros, em vez de definidos de direita ou esquerda.
Estratificação social
  • A política de direita envolve em graus variados a rejeição de objetivos igualitários da política de esquerda, alegando que a desigualdade econômica é natural e inevitável, ou que é benéfica para a sociedade. As ideologias de direita e seus movimentos apoiam a ordem social. A original francês direita foi chamada de "o partido da ordem" e considerava que a França precisava de um forte líder político para manter a ordem.
O conservador estudioso britânico RJ White, que rejeita o igualitarismo, escreveu:"Os homens são iguais perante a Deus e as leis, mas desiguais em tudo o mais, a hierarquia é a ordem da natureza e o privilégio é a recompensa do serviço honroso".
O conservador norte-americano Russell Kirk também rejeita o igualitarismo como imposição de mesmice, afirmando:
"Os homens são criados diferentes e um governo que ignora esta lei torna-se um governo injusto porque sacrifica a nobreza em favor da mediocridade".
Ele tomou como um dos "cânones" do conservadorismo o princípio de que a "sociedade civilizada exige ordens e classes". Os liberalistas de direita rejeitam a igualdade coletiva ou imposta pelo Estado por prejudicialmente recompensar o mérito pessoal, a iniciativa e o espírito empreendedor  (ver: Meritocracia). Na sua opinião, é injusto, limita a liberdade pessoal e leva à uniformidade social e mediocridade.

Controvérsias:

Alguns autores, como Erik von Kuehnelt-Leddihn ("Liberty or Equality" e "Leftism, From de Sade and Marx to Hitler and Marcuse") e Anthony James Gregor argumentam que o nacional-socialismo e o fascismo são de esquerda, (ver: Comparação entre nazismo e stalinismo) baseando-se na política econômica centralmente planejada, característica de tais regimes. No entanto, diversos regimes tradicionalmente situados na direita política apresentaram economias planejadas ou fortemente estatizadas, como a atual economia da Arábia Saudita e algumas ditaduras latino-americanas. Os integralistas brasileiros (grupo que esposa valores evidentemente "direitistas") defendiam a economia planificada.
A partir do século XX, o termo extrema-direita passou também a ser utilizado por alguns para o fascismo, bem como para grupos ultranacionalistas. Há um considerável consenso a respeito do caráter de extrema-direita dos fascismos ocidentais. Benito Mussolini, líder do fascismo italiano, declarava-se de direita. Alguns autores argumentam que os regimes totalitaristas do século XX eram de esquerda devido à economia planejada, característica de tais regimes. Essa tese tem pouco crédito perante o consenso acadêmico, embora os especialistas concordem que a definição do fascismo no espectro político é complexa.
Segundo historiadores, o comunismo soviético e o nazismo alemão estiveram intimamente ligados (ver: The Soviet Story). Estudiosos apontam a existência de uma intensa cooperação econômico-militar entre URSS e o Alemanha Nazista desde antes do Pacto Molotov-Ribbentrop, até 1941.Afirmam ainda que, o auxílio soviético foi decisivo para o III Reich criar suas novas forças armadas (Wehrmacht). E, que os campos de concentração e de extermínio nazistas foram claramente inspirados no modelo dos gulags soviéticos
Partidos e agremiações políticas de direita

Alemanha:
  • União Democrata-Cristã (CDU)
  • União Social-Cristã (CSU)
Áustria:
  • Aliança para o Futuro da Áustria (BZÖ)
  • Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ)
  • Partido Popular Austríaco (ÖVP)
Brasil:
  • Pesquisa Datafolha divulgada em 13 de agosto de 2006 revela que 47% do eleitorado brasileiro se define como sendo de direita, 23% de centro e 30% de esquerda.Contemporâneos
No Brasil, existem poucos partidos que se identificam com a direita. Segundo o analista político João Mellão Neto, no momento o país não possui em atividade nenhum partido político verdadeiramente de direita, existindo, porém, políticos que se identificam pertencentes à direita, como Jair Bolsonaro do PSC, Onyx Lorenzoni e Abelardo Lupion do DEM, Denise Abreu do PEN, e Demóstenes Torres (sem partido).Em 2016, os dois únicos partidos que se declararam abertamente de direita no Brasil foram o PRTB e o PSC. O Partido Novo, homologado em 2015, também é frequentemente identificado com a direita, dada a ideologia economicamente liberal e sua defesa da intervenção mínima do Estado na sociedade, apesar de não se declarar como direitista.Também há a volta de movimentos conservadores, como a Frente Integralista Brasileira (FIB), que reivindica a herança da extinta Ação Integralista Brasileira, e partidos em processo de filiação, como o Partido Conservador (PACO), o movimento de recriação da Aliança Renovadora Nacional (NOVA ARENA), o Partido Republicano Cristão (PRC), o Partido Cristão (PC), o Partido da Construção Imperial (PCI), dentre alguns outros, além daqueles que podem ser classificados como centro-direita.Extintos
  • União Democrática Nacional (UDN, pré ARENA)
  • Aliança Renovadora Nacional (ARENA)
  • Partido Democrático Social (PDS)
  • Partido da Frente Liberal (PFL)
  • Ação Integralista Brasileira (AIB), de extrema-direita
  • Partido de Representação Popular (PRP, sucessor da AIB)
  • Partido Conservador (período imperial)
  • Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), de tendência conservadora e nacionalista
Associações e Institutos de Direita no Brasil
  • Movimento Cruzada
  • Movimento Endireita Brasil
  • Instituto de Estudos Empresariais, organizador do Fórum da Liberdade
  • Instituto Millenium
  • Instituto Liberal
  • Ordem Livre
  • Instituto Olavo de Carvalho
  • Ternuma
  • Grupo Inconfidência
  • Movimento Brasil Livre
  • Movimento Vem Pra Rua
  • Movimento Viva Brasil
  • Brasil Paralelo
  • Instituto Ludwig von Mises Brasil
  • Mídia sem Máscara
  • Instituto Brasileiro de Humanidades
  • Instituto de Artes Liberais
Canadá
Partido Conservador do Canadá
Chile:

Segundo uma pesquisa nacional da UDP , em 2007, 17% dos chilenos se identificaram com a direita, 15% com a esquerda, 28% com o centro e 40% dos entrevistas não se identificaram com nenhuma orientação política específica.
  • Renovação Nacional (RN)
  • União Democrática Independente (UDI)
Colômbia:
  • Partido Conservador Colombiano
  • Partido Cambio Radical
  • Partido Social de Unidade Nacional
  • Centro Democrático
Coreia do Sul:
  • Grande Partido National (GNP)
Espanha:
  • Partido Popular (PP)

Estados Unidos:
Segundo o instituto de pesquisa Gallup, 41% dos americanos se identificam como conservadores (Direita), 36% como moderados e 21% como liberais
Partidos representados no congresso americano
  • Partido Republicano
Partidos que tiveram candidatos a presidente em 2004
  • Partido Americano Independente
  • Partido Americano
  • Partido da Falange Cristã da América
  • Partido da Constituição
  • Partido da Proibição dos Estados Unidos da América
  • Partido Libertário (Estados Unidos)
Outros partidos contemporâneos que não tiveram candidatos a presidente
  • Primeiro Partido Americano
  • Partido da Herança Americana
  • Partido da Ação Constitucional
  • Partido Americano Independente
França:
  • União por um Movimento Popular
  • Frente Nacional
Israel:
Segundo pesquisa da fundação Friedrich Ebert 62% dos jovens israelenses (de 15 a 24 anos) se consideram de direita, contra 25% de indecisos e 12% de esquerdistas.
  • Likud
  • Yisrael Beitenu
  • Shas
  • União Nacional
  • Moledet
Itália:
  • Povo da Liberdade
  • Liga Norte
Japão:
  • Partido Liberal Democrata (PLD)
México:
  • Partido da Ação Nacional
Países Baixos:
  • Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD)
Paraguai:
  • Partido Colorado
Polônia:
  • Lei e Justiça (PiS)
  • Plataforma Cívica (PO)
Portugal:
  • Partido Nacional Renovador (PNR)
  • CDS - Partido Popular (CDS - PP)
  • Partido Social Democrata (PPD - PSD)
Reino Unido:
  • O Partido Conservador e Unionista (em inglês: Conservative and Unionist Party), comumente conhecido como Partido Conservador (Conservative Party) é um partido político conservador do Reino Unido associado à direita-política. Os primeiros ministros do partido conservador inglês estiveram à frente do governo durante 57 anos do século XX. 
  • O Partido Liberal, visto como um partido mais ao centro, é o terceiro maior partido do Reino Unido, e mantinha uma coligação política centro-direita com o partido Conservador, rompida apenas em 2015.
Rússia:
  • Partido Liberal Democrata da Rússia(LDPR).
Sérvia:
  • Partido Radical Sérvio (SRS)
Suíça:
  • Partido do Povo Suíço (SVP) - Conservador
  • Partido Radical Democrático (FDP)- Liberal

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Como é a Esquerda (política)

O que é a Esquerda (política)

  • No espectro político, a esquerda se caracteriza pela defesa de uma maior igualdade social. Normalmente, envolve uma preocupação com os cidadãos que são considerados em desvantagem em relação aos outros e uma suposição de que há desigualdades injustificadas que devem ser reduzidas ou abolidas.
Os termos "direita" e "esquerda" foram criados durante a Revolução Francesa (1789–1799), e referiam-se ao lugar onde políticos se sentavam no parlamento francês, os que estavam sentados à direita da cadeira do presidente parlamentar foram amplamente favoráveis ao Ancien Régime.
O uso do termo "esquerda" tornou-se mais proeminente após a restauração da monarquia francesa em 1815 e foi aplicado aos "Independentes". Mais tarde, o termo foi aplicado a uma série de movimentos sociais, especialmente o republicanismo, o socialismo, o comunismo e o anarquismo. Atualmente, o termo "esquerda" tem sido usado para descrever uma vasta gama de movimentos, incluindo o movimentos pelos direitos civis, movimentos antiguerra e movimentos ambientalistas.

História:
  • Na política, o termo "esquerda" deriva da Revolução Francesa: quando, a 28 de Agosto de 1789, se discutiu na Assembleia Nacional Constituinte a questão do direito de veto do rei, os deputados que se opunham à proposta sentaram-se à esquerda do assento do presidente, iniciando-se o costume dos deputados radicais do Terceiro Estado se identificarem com essa posição.
Um deputado, o Barão de Gauville explicou:
“  Nós começamos a nos reconhecer uns aos outros: aqueles que eram leais à religião e ao rei ficaram sentados à direita, de modo a evitar os gritos, os juramentos e indecências que tinham rédea livre no lado oposto. ” 
No entanto, a direita se pôs contra a disposição dos assentos, porque acreditavam que os deputados devessem apoiar interesses particulares ou gerais, mas não formar facções ou partidos políticos. A imprensa contemporânea, ocasionalmente, usa os termos "esquerda" e "direita" para se referir a lados opostos ou que se opõe. Ao longo do século 19 na França, a principal linha divisória de Esquerda e Direita foi entre partidários da República e partidários da Monarquia.
  • A Revolta dos Dias de Junho durante a Segunda República foi a tentativa da esquerda de afirmar-se após a Revolução de 1848, mas poucos da população (ainda predominantemente rural) apoiaram tal esforço.
Após o golpe de estado de Napoleão III em 1851 e o subsequente estabelecimento do Segundo Império, a esquerda foi excluída da arena política e se focou na organização dos trabalhadores e o trabalho dos ideólogos pensadores sobre essas classes. O crescente movimento operário francês consistia em diversas vertentes segundo os diversos pensadores e ideólogos; o marxismo começou a se rivalizar com o republicanismo radical e o "socialismo utópico" de Saint-Simon e Charles Fourier e o anarquismo de Proudhon, com o qual Karl Marx havia se desiludido. A maioria dos católicos praticantes continuaram a votar de maneira conservadora, enquanto que os grupos que foram receptivos à revolução de 1789 começaram a votar nos movimentos socialistas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, muitos esquerdistas, sociais liberais, progressistas e sindicalistas foram influenciados pelos trabalhos de Thomas Paine, que introduziu o conceito de igualitarismo baseado em ativos, que teoriza que a igualdade social é possível através da redistribuição dos recursos, geralmente sob a forma de capital concedido aos indivíduos que atingirem a maioridade.
  • A partir da segunda metade do século XIX, a esquerda ideológica iria se referir cada vez mais a diferentes correntes do socialismo e do comunismo. Particularmente influente foi a publicação do Manifesto Comunista por Marx e Friedrich Engels em 1848, que afirmava que a história de todas as sociedades humanas existentes até então era a história da luta de classes. Ele previa que uma revolução proletária acabaria por derrubar a sociedade burguesa e, através da abolição da propriedade privada, criaria uma sociedade sem classes, sem Estado, e pós-monetária. A Associação Internacional dos Trabalhadores (1864-76), às vezes chamada de Primeira Internacional, reuniu representantes de diversos países, e de diferentes grupos de esquerda e organizações sindicais. Alguns contemporâneos de Marx defendiam ideias semelhantes, mas não concordavam com sua visão de como chegar a uma sociedade sem classes e sem Estado. Após a cisão entre os grupos ligados a Marx e Mikhail Bakunin na Primeira Internacional, os anarquistas formaram a Associação Internacional dos Trabalhadores.
A Segunda Internacional (1888-1916) acabou sendo dividida pela questão do apoio ou oposição à Primeira Guerra Mundial. Aqueles que se opuseram à guerra, como Lênin e Rosa Luxemburgo, voltaram-se mais à esquerda do que o resto do grupo. Fora deste embate, o movimento socialista dividiu-se em social-democratas e comunistas. Na década de 1960, com as convulsões políticas da ruptura sino-soviética e de Maio de 1968 na França, os pensadores da "Nova Esquerda" se definiram como mais críticos, do discurso marxista e marxista-leninista (rotulado de "velha esquerda").
  • Nos Estados Unidos, a expressão "esquerda" foi usada para descrever aqueles que apoiaram os sindicatos, o Movimento dos direitos civis dos anos 60 e o movimento antiguerra do Vietnam. Mais recentemente, nos Estados Unidos, "de esquerda" e "de direita", muitas vezes, têm sido usados como sinônimos para o " democrata" e "republicano", ou como sinônimos do Liberalismo social e conservadorismo, respectivamente.
Na década de 1990, se acelerou, em todo o continente, a conversão dos partidos socialistas europeus para o liberalismo social, notavelmente no que diz respeito ao Partido trabalhista britânico, sob a liderança de Tony Blair, e os sociais-democratas alemães sob Gerhard Schröder. O blairismo abraçou uma terceira via no campo econômico, combinando ideias econômicas liberais com o progressismo social desprovido da aspiração igualitária tornando-se uma das mais poderosas força da centro-esquerda europeia. Outra linha do socialismo europeu representado na época foi o de Lionel Jospin, então chefe de governo francês, que era abertamente menos liberal. Entretanto, tal conjuntura não estava destinada a durar. Após a crise econômica de 2008 e o consequente descrédito do modelo neoliberal trouxe consecutivos revezes políticos ao partido, e logo a plataforma de Blair perdeu seu protagonismo no Reino Unido. Em nova eleição interna do partido, a vitória esmagadora de Jeremy Corbyn (o mais radical dos trabalhistas), recuperou quase todas as bandeiras tradicionais do Labour Party.

Vertentes:
  • O espectro da esquerda política varia da centro-esquerda à extrema-esquerda. O termo "centro-esquerda" descreve uma posição ligada à política tradicional. Os termos "extrema-esquerda" e ultraesquerda" se referem a posições mais radicais, como os grupos ligados ao trotskismo e comunismo de conselhos. Dentre os grupos de centro-esquerda, estão os social-democratas, progressistas e também alguns socialistas democráticos e ambientalistas (em particular ecossocialistas), esses no sentido tradicional. O centro-esquerda aceita a alocação de recursos no mercado de uma economia mista, com um setor público significativo e um setor privado próspero.
O conceito de esquerda política não deve ser confundido com o de "esquerdismo", termo usado por Lênin no ensaio "Esquerdismo, doença infantil do comunismo" (1920) para designar as correntes oposicionistas dentro Terceira Internacional que defendiam a revolução pela ação direta do proletariado, sem a mediação de partidos políticos e sindicatos ou que recusavam a via parlamentar e as alianças do partido comunista com outros partidos progressistas visando à participação em "eleições burguesas". Quase nenhum dos partidos de esquerda atualmente existentes é "esquerdista" nesse sentido.

Posições:
Economia:
Ao longo da sua história, a esquerda tem estado associada de distintos sistemas económicos: 
  • Sobretudo no século XIX, a esquerda republicana e o liberalismo "radical" defendiam (ou pelo menos aceitavam) o liberalismo econômico (sobretudo contra os privilégios "feudais" e mercantilistas). Também alguns anarquistas individualistas (p.ex., Benjamin Tucker) consideravam-se como continuadores do "liberalismo de Manchester", sendo da opinião que só era possível haver rendimentos do capital devido à intervenção do Estado. Ainda hoje em dia, alguns anarcocapitalistas (por exemplo, Roderick T. Long) reivindicam-se como de esquerda, considerando que o Estado e a sua intervenção na economia é sobretudo benéfica para as grandes empresas.
Nos partidos de esquerda ligados à Internacional Socialista (e também os sociais-liberais), é comum a defensa de uma economia mista, combinando o keynesianismo, o Estado de bem-estar social e algumas formas de democracia industrial para limitar o que consideram serem os problemas do capitalismo, mas continuando a manter grande parte da economia no sector privado. Como exemplos desta política, temos os países nórdicos e o New Deal nos Estados Unidos. 
  • Parte da esquerda defende nacionalização em larga escala e a economia planificada. Tais ideias foram a inspiração para a construção do chamado "socialismo real" na URSS e nos países do Bloco de Leste, tendo ao longo do século XX expandido-se para um vasto número de países (ex. Cuba, Etiópia, China), nomeadamente no quadro do marxismo-leninismo. A partir sobretudo de 1989, a maior parte dos países com economias de direção central teve uma viragem no sentido de uma maior liberalização econômica e por vezes também política. 
Os socialistas de mercado, cooperativistas e mutualistas se baseiam em uma economia de mercado socializada (propriedade coletiva), dominada por empresas auto-gestionadas, voluntárias e cooperativas, com base na democracia econômica e industrial. Enquanto os socialistas de mercado podem apoiar um Estado de bem-estar social, os mutualistas tem posicionamentos libertários. 
  • Socialistas libertários, comunistas de conselhos, anarquistas e alguns Humanistas acreditam em uma economia descentralizada dirigida por sindicatos, conselhos de trabalhadores, cooperativas, municípios e comunas, e se opõem governo e ao controle privado da economia, preferindo um controle local, na qual uma nação de regiões descentralizadas são unidas em uma confederação ou uma Nação Humana Universal. Também a "Nova Esquerda" associada à contestação e à contracultura da década de 1960 defendia posições nessa linha. 
Com os limites acima referidos, pode-se dizer que desde o início do século XX, a esquerda foi associada a políticas que defendiam a intervenção do governo extensa na economia. Entretanto, tal definição ignora posições flagrantemente antiestatistas sustentadas por algumas correntes da esquerda política, como é o caso do Anarquismo - bem como o fato de que os estágios finais do comunismo preveem a abolição do próprio estado proletário.
  • Parte da esquerda acredita na economia marxista, que é baseadas nas teorias econômicas de Karl Marx. Alguns distinguem as teorias econômicas de Marx a partir de sua filosofia política, argumentando que a abordagem de Marx para a compreensão da economia é independente de sua defesa do socialismo revolucionária ou sua crença na inevitabilidade da revolução proletária.
A economia marxista não se apoia exclusivamente em Marx mas abrange a partir de uma variedade de fontes marxistas e não-marxistas. A "ditadura do proletariado" ou "Estado de trabalhadores" são termos usados por marxistas para descrever o que eles vêem como um estado temporário entre a sociedade capitalista e a comunista. Marx define o proletariado como trabalhadores assalariados, em contraste com o Lumpemproletariado, que ele definiu ser párias da sociedade, como mendigos, malandros, artistas, artistas de rua, criminosos e prostitutas. A relevância política dos agricultores tem dividido a esquerda. Em Das Kapital, Marx mal mencionou o assunto.

De acordo com Barry Clark:
  • “ Os esquerdistas... afirmam que o desenvolvimento humano floresce quando os indivíduos se envolvem em relações de cooperação, de respeito mútuo que podem prosperar somente quando as diferenças excessivas de status, poder e riqueza são eliminados. De acordo com os esquerdistas, uma sociedade sem igualdade substancial irá distorcer o desenvolvimento não só de pessoas depravadas, mas também daqueles cujos privilégios minam sua motivação e sentido de responsabilidade social. Esta supressão do desenvolvimento humano, em conjunto com o ressentimento e o conflito gerado por diferenças afiadas de classe, acabarão por reduzir a eficiência da economia.” 
O Global justice movement ou "Movimento antiglobalização" protesta contra a globalização econômica corporativa, devido às suas supostas consequências negativas para os pobres, os trabalhadores, o meio ambiente e as pequenas empresas.

Ambientalismo:
Tanto Karl Marx quanto o socialista William Morris tiveram uma preocupação com as questões ambientais.
De acordo com Marx:
“ Mesmo uma sociedade inteira, uma nação, ou todas as sociedades simultaneamente existentes em conjunto... não são proprietários da terra. Eles são simplesmente os seus possuidores, seus beneficiários e tem que transmiti-la em um estado melhor para as gerações seguintes.” 
Após a Revolução Russa, os cientistas ambientais, como Alexander Bogdanov e a organização Proletkult, se esforçaram para incorporar o ambientalismo ao bolchevismo, e "integrar a produção às leis e limites naturais" na primeira década soviética. Antes de Joseph Stalin atacar os ecologistas e a ciência da ecologia, ele expurgou ambientalistas e promoveu a pseudociência de Trofim Lysenko. Da mesma forma, Mao Zedong rejeitou o ambientalismo e acreditava que, com base nas leis do materialismo histórico, toda a natureza deve ser colocada a serviço da revolução.
  • A partir de 1970, o ambientalismo tornou-se uma preocupação crescente da esquerda, com movimentos sociais e alguns sindicatos em campanha sobre questões ambientais. Por exemplo, a Builders Labourers Federation da Austrália, liderada pelo comunista Jack Mundy, se uniu aos ambientalistas para boicotar projetos de desenvolvimento ambientalmente destrutivos. Alguns segmentos da esquerda socialista e marxista conscientemente fundiu o ambientalismo e o anticapitalismo em uma ideologia eco-socialista. Barry Commoner articulou uma resposta de esquerda para o modelo "Os Limites do Crescimento" que previu o catastrófico esgotamento de recursos e um estímulo ao ambientalismo, postulando que as tecnologias capitalistas foram as principais responsáveis pela degradação ambiental, em oposição às pressões da população. A degradação ambiental pode ser vista como uma questão de classe ou equidade, já que a destruição ambiental afeta desproporcionalmente as comunidades e países mais pobres.
Vários grupos de esquerda ou socialista têm uma preocupação ambiental evidente, ao passo que vários partidos verdes contêm uma presença socialista forte. Por exemplo, o Partido Verde da Inglaterra e do País de Gales possui um grupo eco-socialista, a Esquerda Verde, que foi fundada em junho de 2005 e cujos membros realizam uma série de posições influentes dentro do partido, incluindo o ex-diretor Speakers Siân Berry e Dr. Derek Wall, um acadêmico eco-socialista e marxista.
O socialista presidente da Bolívia Evo Morales ligou a degradação ambiental ao consumo. Ele disse:
“ A Terra não tem o suficiente para o Norte viver cada vez melhor, mas tem o suficiente para todos nós vivermos bem. ” 
James Hansen, Noam Chomsky, Raj Patel, Naomi Klein, The Yes Men e Dennis Kucinich tiveram opiniões semelhantes.
  • No século XXI, as questões sobre o meio ambiente tornaram-se cada vez mais politizadas, com a esquerda em geral, aceitando as conclusões da maioria dos cientistas ambientais sobre a origem antropogênica do aquecimento global  e defendido políticas para o reduzir. Muitos na direita opõem-se, seja por discordarem ou rejeitarem essas conclusões, seja por duvidarem da efetividade das soluções propostas (nomeadamente, em termos da relação custo/benefício).
No entanto, a esquerda ainda se divide sobre como reduzir eficazmente e reduzir igualmente as emissões de carbono - a centro-esquerda, muitas vezes defende uma confiança nas medidas de mercado, tais como comércio de emissões ou imposto sobre o carbono, enquanto aqueles mais à esquerda tendem a apoiar regulamentação e intervenção governamental direta.

Nacionalismo e antinacionalismo:
  • A questão da nacionalidade e do nacionalismo têm sido uma característica central do debate político da esquerda. Durante a Revolução Francesa, o nacionalismo foi uma política da Esquerda Republicana. A esquerda republicana defendia o nacionalismo cívico, e argumentou que a nação é um "plebiscito diário" formado pela subjetiva "vontade de viver juntos". Relacionado ao "revanchismo francês", a vontade beligerante de se vingar contra do Império Alemão e retomar o controle de Alsácia-Lorena, o nacionalismo foi, por vezes, contra o imperialismo. Na década de 1880, houve um debate entre aqueles que, como Georges Clemenceau (Radical), Jean Jaurès (socialista) e Maurice Barrès (nacionalista), argumentaram que o colonialismo desviou a França da "linha azul do Vosges" (referindo-se a Alsácia-Lorena), e o " lobby colonial", como Jules Ferry (moderado republicano), Léon Gambetta (republicano) e Eugène Etienne, o presidente do grupo parlamentar colonial. Após o Caso Dreyfus no entanto o nacionalismo tornou-se cada vez mais associado à extrema direita.
O internacionalismo proletário se considerou um impedimento contra a guerra, porque as pessoas com um interesse comum são menos propensas a pegar em armas umas contra as outras, em vez disso elas se focaram na luta contra a classe dominante. De acordo com a teoria marxista, o antônimo do internacionalismo proletário é o nacionalismo burguês. Alguns marxistas, junto com os outros na esquerda, viram o nacionalismo, o racismo (inclusive o anti-Semitismo) e a religião, como estratégia de dividir para conquistar utilizada pelas classes dominantes para impedir a classe operária de se unir contra eles. Os movimentos de esquerda, portanto, muitas vezes tiveram posições anti-imperialistas.
  • O anarquismo desenvolveu uma crítica do nacionalismo que incide sobre o papel do nacionalismo em justificar e consolidar o poder e dominação do Estado. Através de sua meta de unificação, o nacionalismo se esforça para a centralização, ambos em territórios específicos e uma elite dominante de indivíduos, ao mesmo tempo que prepara a população para a exploração capitalista. Dentro do anarquismo, este assunto tem sido tratado exaustivamente por Rudolf Rocker em Nationalism and Culture e nos trabalhos de Fredy Perlman, como em Against His-Story, Against Leviathan e "The Continuing Appeal of Nationalism".
Religião:
  • A Esquerda francesa original é anti-clero, opondo-se à influência da Igreja Católica e apoiando a separação Igreja-Estado.
Karl Marx afirmou que:
“ A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo.” 
Na Rússia Soviética, os bolcheviques originalmente abraçaram "uma crença ideológica que professa que toda religião seria atrofia" e "resolvemos erradicar o Cristianismo como tal". Em 1918, "dez hierarcas ortodoxos foram sumariamente fuzilados" e "crianças foram privadas de qualquer educação religiosa fora de casa".
Um dos principais objetivos da agenda marxista-leninista é extinguir a religião e conduzir a sociedade ao ateísmo, e depende de um entendimento materialista da Natureza.O marxista-leninista defende que a religião é o ópio do povo, no sentido de que ele leva as pessoas a aceitar o sofrimento na Terra, na esperança da recompensa eterna, e por isso que o marxista-leninista promove o ateísmo e defende que a religião deve ser abolida. O ateísmo Marxista-leninista tem suas raízes na filosofia de Ludwig Feuerbach, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Karl Marx e Lenin.

Costumes:

Integrantes da esquerda costumam ser liberais nos costumes, alinhando-se a alguns grupos libertários de direita. Os liberais costumam aprovar a regulamentação da união civil homossexual, a descriminalização do aborto, a legalização das drogas e outros temas controversos.
Há, porém, aqueles que, embora defendam propostas de esquerda em relação à economia e à política, são conservadores nos costumes. No Brasil, a esquerda ligada à igreja católica ou às igrejas evangélicas tende a assumir posições conservadoras com relação aos costumes, como a ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, e outros ligados a movimentos religiosos e sociais.